Suicídio - Sob Diversos Prismas
- Rafael Novaes

- 3 de set. de 2021
- 8 min de leitura
SETEMBRO AMARELO - JUNTOS SOMOS MAIS FORTES!
Suicídio: ato ou efeito causado pelo próprio indivíduo, ou por falta de discernimento. Ele é um fenômeno complexo, multifacetado e de múltiplas determinações, que pode afetar indivíduos de diferentes origens, classes sociais, idades, orientações sexuais e identidades de gênero.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) uma pessoa tira a própria vida a cada quatro segundos, o que equivale a 800 mil mortes por ano, conforme dados de 2016. No Brasil, cerca de 13.467 casos de suicídios foram registrados, a grande maioria entre homens. Mas pouco mais da metade de todas as pessoas que cometem suicídio têm menos de 45 anos. A faixa etária que mais comete suicídio são os jovens entre 15 a 24 anos, ficando atrás somente dos acidentes automobilísticos.

A cada suicídio cometido é causado impacto a 6 pessoas que conviviam com a pessoa. As causas do suicídio são variadas, entre elas estão os Transtornos Mentais. Listados em ordem decrescente de risco:
- Depressão (todas as formas);
- Transtorno de personalidade
- Alcoolismo
- Esquizofrenia;
- Transtorno mental orgânico;
Lembrando que nem todas as pessoas com Transtornos Mentais tem propensão ao suicídio. Entre as causas prováveis de suicídio também podemos citar as Doenças Neurológicas (epilepsia e câncer), HIV, Aids e condições crônicas.
Segundo o Dr. Rafael Novaes, “todo paciente que descobre uma doença sem cura ou terminal, desenvolve a probabilidade de cometer o suicídio”. Outros fatores são os demográficos e ambientais, como: sexo, idade, estado civil, profissão, desemprego e migração.
As pessoas com propensão ao suicídio dão sinais de que poderão cometê-lo, como na tabela abaixo:

“Ninguém se suicida sem que haja, em sua mente, grandes doses de desespero, desesperança e sentimentos de incapacidade e nulidade. E não cabe a nós, profissionais de saúde mental, julgar a veracidade de seus pensamentos e suas emoções. Nosso papel é acolher o paciente e, ao seu lado, buscar alternativas que minimizem ou cessem a dor sombria e dilacerante que devasta seu corpo, sua mente e seu espírito.”
(Barbosa, Ana Beatriz. Mentes Depressivas, 2016, cap. 12, editora Principium)
COMO AJUDAR A PESSOA COM RISCO DE SUICÍDIO?
Para ajudar as pessoas se faz necessário um primeiro contato, que seja em um lugar adequado onde possa ocorrer uma conversa tranquila e em particular (privacidade). Abaixo segue um passo a passo de como ajudar uma pessoa em risco de suicídio, segundo o Manual de Prevenção de Suicídio, do Departamento de Saúde Mental da Organização Mundial da Saúde de Genebra:
1. O primeiro passo é achar um lugar adequado onde uma conversa tranquila possa ser mantida com privacidade razoável.
2. O próximo passo é reservar o tempo necessário. Pessoas com ideação suicida usualmente necessitam de mais tempo para deixarem de se achar um fardo e precisa-se estar preparado mentalmente para lhes dar atenção.
3. A tarefa mais importante é ouvi-las efetivamente. “Conseguir esse contato e ouvir é por si só o maior passo para reduzir o nível de desespero suicida.”
O objetivo é preencher uma lacuna criada pela desconfiança, desespero e perda de esperança e dar à pessoa a esperança de que as coisas podem mudar para melhor.

Desde 1962 foi fundada no Brasil, na cidade de São Paulo. Foi criado o Centro de Valorização da Vida (CVV), na qual a filosofia de trabalho engloba a ação denominada “escuta amorosa”, desprovida de qualquer ligação religiosa ou política. Na qual presta atendimentos telefônicos e virtuais (online) a pessoas que precisam ser ouvidas de forma imparcial e não julgadora.
Dessa maneira podemos deduzir que uma “escuta certa” em uma hora incerta pode mudar, de forma imprescindível, “certezas” fatalistas consideradas irreversíveis.
SUICÍDIO SOB ÓTICA ESPIRITUALISTA
S E T E M B R O A M A R E L O
Você continuará a Viver depois da morte !!! O suicídio é triste ilusão porque somos seres imortais, e a vida continua plena além da morte do corpo físico.
SUICÍDIO: QUAIS AS CAUSAS PELA VISÃO ESPIRITUALISTA?

O suicídio tem origem em inúmeras causas decorrentes de diversos fatores, tais como: ambientais, genéticos, sociais, estruturais, e variáveis de indivíduo para indivíduo, que sob a ótica espiritual, decorrem da ignorância das Leis e Misericórdia Divinas, como por exemplo: visão essencialmente materialista da vida, solidão, depressão, enfermidades incuráveis, violência, maus-tratos, abusos de todo tipo, pobreza extrema, fanatismo religioso, negligência e abandono familiar, perdas afetivas, alcoolismo, drogatização, distúrbios mentais, desesperança, obsessão de Espíritos.
SUICÍDIO E A SAÚDE MENTAL SOB VISÃO ESPIRITUAL
“A incredulidade, a simples dúvida sobre o futuro, as ideias materialistas, numa palavra, são os maiores incitantes ao suicídio: produzem a covardia moral. (...)
KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Cap. V. it.16
Na realidade, o que gera inquietação e insatisfação na mente do suicida é a falta de fé e confiança no futuro, tendo em vista que muitas vezes, o suicida tem a percepção equivocada quanto à realidade. Na atualidade a Espiritualidade, tem por um de seus fundamentos a ideia da reencarnação, não se esgota a vida apenas nesta vida presente, modificando-se a visão da realidade da Vida.
O que vai nos dar forças para prosseguir são a paciência e resignação que, por sua vez, vão fazer superar as ideias suicidas, gerando o que Kardec chamou de “coragem moral”. A vontade em atentar contra a própria vida está ligada a uma fuga pessoal, no sentido de querer “livrar-se” das angústias e dificuldades vivenciadas numa atitude simplista demais, sendo que as pessoas estão longe da fé em Deus, longe da espiritualidade em suas vidas, não no sentido da religião em si, ao perderem a esperança na melhoria de suas condições e visando apenas a vida material aqui na Terra.

Na verdade, as provações e dificuldades muitas vezes provém do desconhecimento das Leis Divinas, e principalmente a Lei de Causa e Efeito e, se a pessoa que pensa em suicídio refletir melhor (uma vez que a pessoa neste estado muitas vezes sofre de doença mental que distorce a percepção real das situações e vivências pessoais), terá sido evitada mais uma morte.
Questão 943. De onde vem o desgosto pela Vida que se apodera de certos indivíduos sem motivos que o justifiquem? (O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec)
“Efeito da ociosidade, da falta de fé e, muitas vezes, da saciedade. Para aquele que exerce suas faculdades com fim útil e de acordo com as suas aptidões naturais, o trabalho nada tem de árido e a Vida se escoa com mais rapidez. Suporta as suas vicissitudes com tanto mais paciência e resignação, quanto mais age tendo em vista a felicidade mais sólida e mais durável que o espera”.
Questão 944. O homem tem o direito de dispor da sua própria Vida?
“Não, somente Deus tem esse direito. O suicídio voluntário é uma transgressão da Lei Divina”.
SUICÍDIO E A OBSESSÃO ESPIRITUAL
Todos os processos de suicídio finalizados ou não, vem acompanhado da ideação suicida, ou seja, a influência provida de um espírito perseguidor com o objetivo de levar o encarnado a sua derrocada na presente vida. É a subjugação, fascinação e a ilusão sobre as crenças que alimenta o comportamento de um indivíduo na Terra.

O suicídio, independentemente da forma como se manifesta, sempre produz sofrimentos no curto, médio ou longo prazo, em ambos os planos da Vida: o espiritual e o físico, tanto para o suicida como para outras pessoas. Fora as consequências sociais e emocionais para aqueles que ficam neste plano, com o sofrimento das pessoas da família e afins do círculo em que convivia o suicida, o que aumenta a egrégora de sofrimento e vibrações negativas da Terra.

MISSÃO DA CASA DE ASSISTÊNCIA ESPIRITUAL
Assim, como a missão da casa espírita é também amenizar o sofrimento do próximo, proporcionando tratamentos auxiliares para que a pessoa tenha meios para sair da crise e do ciclo vicioso de dor e auxiliá-lo a começar um caminho de crescimento e auto responsabilidade e consciência pessoal, e assim, podermos, cada um de nós, reverberar energias mais saudáveis a todo o Planeta, é preciso que o centro espírita vista a camisa e mergulhe nessa missão, como diz o Dr. Sérgio Felipe, médico, cientista e estudioso espírita.

É necessário fazer a adoção de medidas nos centros espíritas de palestras a respeito de saúde mental, numa linguagem acessível e com a abordagem dos mecanismos e tratamentos de eventuais obsessões espirituais que se fizerem presentes, que por sinal, são muito influentes nos casos de suicídio.
Além de oferecer as Práticas Integrativas e Complementares no movimento de atendimento aos necessitados, tais como: Cromoterapia, Reiki, Florais de Bach, Fitoterapia entre outras. Desenvolver equipe de trabalhadores com capacidade técnica de promover o atendimento ao paciente com suicídio. E promover encontros periódicos de saúde mental e espiritualidade no ambiente das Casas de Atendimento Espiritual.
“Pela prece o homem atrai o concurso dos Espíritos bons, que vêm sustentá-lo em suas boas resoluções e inspirar-lhe bons pensamentos. Ele adquire, desse modo, a força moral necessária para vencer as dificuldades e voltar ao caminho reto, se deste se afastou. (O Evangelho segundo o Espiritismo, Cap. XXVII, item 11).
SUICÍDIO E A TERAPIA FLORAL DE BACH
Dr. Bach observou como os pacientes reagiam diante da doença e como essa reação influenciava no tratamento. Percebeu que o mesmo tratamento nem sempre curava o mesmo problema; que remédios eficazes para certas doenças não
curavam outras e que pacientes com temperamentos parecidos costumavam melhorar com o mesmo remédio. Concluiu que, no tratamento de doenças, a índole tinha mais importância que o corpo físico.

Bach ficou surpreso e atônito à medida que monitorava o grau de recuperação dos pacientes com base na sua personalidade. E cada vez mais percebia que a postura pessoal do indivíduo parecia desempenhar um papel decisivo em sua recuperação mais do que o tratamento médico recebido para os sintomas físicos.
Durante todo o estudo observamos que o indivíduo que entra nos pensamentos de baixa vibração desenvolve transtornos emocionais, e a atuação dos Florais é justamente a correção dos pensamentos negativos proporcionando um novo estado emocional positivo de maneira a equilibrar o paciente diante das suas fraquezas emocionais.
O que é a Terapia Floral à É a terapêutica que proporciona um convite para que o indivíduo assuma a responsabilidade sobre si mesmo e o seu universo, sendo a sua consciência o seu maior aliado na cura. E essa proposta se encaixa perfeitamente na falha de personalidade que indivíduo apresenta.
Para Bach, o conflito interno do indivíduo tinha duas origens:
1º - Desarmonia entre alma e a personalidade;
2º - Crueldade e injustiça para com as outras pessoas.
Analisando mais profundamente as observações de Dr. Bach, quando a personalidade do indivíduo determina a qualidade de suas ações, voltadas para qualquer prática que fogem ao princípio da vida, a essência da qual fomos criados, sendo a imagem e semelhança de Deus, rompe com a natureza dos nossos corpos bioenergéticos, facultando a desarmonia nessa relação de nossa alma com a personalidade.

Naturalmente identificamos nos pacientes a dissincronia de seus ideais, onde o desequilíbrio se acentua, e a personalidade não estando fortalecida na sua missão de vida, o Ser adoece. A doença quando se apresenta no corpo físico passa a ser o resultado final dos transtornos da mente, provocando impactos profundos, ceifando a vitalidade vibracional das células e dos corpos bioenergéticos, tornando-se pré disposto a contaminações, tais como: vírus, bactérias, toxinas que o próprio ambiente tem, e principalmente, as que são exaladas pelo seu psiquismo negativo.
Dr. Bach compôs um sistema com 38 essências visando aspectos da personalidade que estavam em dissincronia com a alma, podemos citar como exemplo, as essências GORSE, MUSTARD e IMPATIENS como essências importantes no processo de tratamento do suicídio, lembrando que cada caso é um caso e precisa de avaliação terapêutica.
Atualmente os Florais são um grande recurso natural e complementar no tratamento dos pacientes suicidas. Recomendamos que busque de toda forma uma avaliação terapêutica para compreender melhor o contexto da fraqueza de personalidade.
“O sofrimento é mensageiro de uma lição, a alma manda a doença para nos corrigir, nos botar no caminho de novo. E o mal nada mais é do que o bem fora de lugar!” Dr. Eduard Bach.
Este artigo foi desenvolvido através dos alunos do Programa de Formação de Terapia Floral de Dr. Bach do Instituto Raphael Novaes.
§ Dr. Rafael Novaes – Responsável Técnico
§ Kelly Fernanda Alves - Terapeuta Floral
§ Karla Cristina Alves - Terapeuta Floral
§ Alessandro Pereira - Terapeuta Floral
§ Mila Wauke - Terapeuta Floral
Este trabalho foi apresentado na CAMPANHA DO SETEMBRO AMARELO DE PREVENÇÃO AO SUICÍDIO, na Instituição Religiosa Casa de Francisco – Fraternidade Santa Luz que desenvolve o Atendimento em Saúde através das Práticas Integrativas e Complementares.
Parabéns pelo lindo trabalho.
Com Amor, Dr. Rafael.




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